Lavras Novas é um distrito da cidade de Ouro Preto em Minas Gerais com aquela vibe bem típica de interior, pouco mais de mil habitantes e riquezas naturais e culturais.

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Antes de pegar a estrada baixe o aplicativo Lavras Novas, você tem mais detalhes sobre a cidade e as cachoeiras da região.

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Chegando em Lavras

Saímos de BH de carro, seguimos sentido Itabirito pela BR 356. Chegando a entrada de Ouro Preto, numa rotatória então pegamos a saída para Ouro Branco/ Lavras Novas (MG 129).

Se for de ônibus a partir de BH deve-se pegar o ônibus na praça da Estação para Ouro Preto/Lavras Novas. Os horários são espaçados e mudam constatemente, então o mais seguro é verificar nesse link ou no (31) 3559-3200 ou com a viação Pássaro Verde no 03007894400.

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Passamos por uma cidadezinha bem pequena e vemos a placa indicando Lavras Novas, cerca de 15km. Continuamos por esse caminho, hora estrada de terra hora asfalto até a entrada de Lavras Novas.

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Centro de Lavras Novas

Chegamos ao centrinho e a cidade estava cheia! Restaurantes e lojinhas abertos e o pessoal local sentado à beira da porta pondo a conversa em dia. Lavras Novas faz parte do circuito Estrada Real é na época da mineração era parada de quem ia a Ouro Branco.

Não encontrei muitas informações sobre a fundação do distrito, apenas que por volta do século XVII houve seu desenvolvimento e queda com a decadência do ouro na região. Há um livro de Bernardo Guimarães (autor de A Escrava Isaura) que um dos contos se passa na cidade.

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A cidade é bem aquela coisa de interior de Minas, igreja de Nossa Senhora dos Prazeres na praça, casinhas na beirada da rua e que dá para andar tudo a pé em meia hora.

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Poeira dando efeito a imagem!

Atualmente há opções tanto para estadia como gastronômicas para todos os gostos, do mais simples ao Gourmet. Havia pratos feitos custando 12 reais e alguns locais oferecendo menu (entrada, prato principal e sobremesa) por 89,00.

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Ali pelo centro você encontra tudo que precisa, restaurantes, aluguel de quadriciclo e passeios, pousadas, informações e “dedo de prosa” com os moradores.

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Não iríamos dormir na cidade, porém vou recomendar uma pousada pelo fato de sua equipe ter sido extremamente prestativa e atenciosa ao nosso pedido de informação sobre as cachoeiras.

Imagine quando estivermos hospedados lá?

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Quem que vai jogar o lixo nessa lixeira fofa?

Caçando cachoeiras

Ela se chama pousada Makutta, paramos um carro com a logo da pousada e perguntamos das cachoeiras, eles se ofereceram a nos guiar pelo caminho e nos indicaram ainda descer até Santo Antônio do Salto.

Descemos pela rua do Chá até a bifurcação e viramos à esquerda, nesse caminho vamos em direção a Cachoeira dos Três Pingos, Cachoeira dos Namorados, entrada para Santo Antônio do Salto e Represa do Custódio.

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Seguimos a trilha até a represa, estávamos com um carro 4X4 e o caminho não foi o mais difícil, contudo havia alguns carros comuns e até um Fiat Uno daqueles antigos.

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Descemos ao pé da represa e subimos um pouquinho até a beira.

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Talvez pela época do ano, o nível da água estava mais abaixo do que costuma e apesar da placa de proibido nadar, muita gente dentro d’água inclusive uma cachorrinha fofa!

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Saímos da represa do Custódio e fizemos o caminho de volta, até o começo de uma ladeira bem íngreme. Há um recuo ao lado esquerdo de quem sobre e a cachoeira dos três pingos fica à direita, bem pertinho da estrada.

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Não há muita sinalização pela cidade e trilhas

A Cachoeira dos Três Pingos é alta porem não há poços que deem para um adulto nadar, de qualquer forma é fácil parar embaixo das quedas e sentir a força da água na cabeça, uma delícia.

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E estava completamente vazia, só para nós dois!

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Saímos em direção a cidade e decidimos seguir a orientação do pessoal da pousada e fomos para estradinha de Santo Antônio do Salto, para a cachoeira da Caçamba.

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Descemos toda a estradinha bem íngreme e com curvas bem fechadas e até difíceis e antes da ponte de concreto entramos a direita, há um recuo e paramos o carro ali, aí é só seguir o barulho da água.

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O rio com muitas pedras forma a cachoeira e provavelmente se seguirmos andando pelas pedras podemos descobrir muitas outras quedas.

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Bem bonito, a água não é tão clarinha, porém há uma mini praia com areia o que facilita o banho.

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Chegamos por lá era em torno de 15 horas e fomos expulsos pelos borrachudos! Muitos, muitos vorazes e nos atacaram brutalmente. Nem sei se repelente adiantaria.

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Resultado: pernas completamente machucadas, antialérgico e pomadas até quase uma semana depois.

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Saímos correndo da beira do rio e voltamos para o carro.

Surpresa da Land Rover

Estávamos subindo pela estradinha quando numa das subidas íngreme, o carro estragou!

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Mesmo com estradinha bem difícil alguns carros passaram por nós tranquilamente.

Sério! Bateu um desespero!

Marido conseguiu descer o carro até um recuo na curva e alguns moradores da região tentaram nos ajudar, sem sucesso. Problema na embreagem que não dava para resolver ali.

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Um deles (Sr. Fernando) conseguiu contato com alguns conhecidos que faziam reboque e um deles topou nos buscar.

Esperamos cerca de 2 horas até a chegada do reboque, bebemos água de uma fonte que passava pela estrada e uma família de ouro preto parou para nos ajudar.

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Na verdade, nem acreditei que algum socorrista fosse até onde estávamos para nos ajudar. No final deu tudo certo.

Não conseguimos aproveitar a cidade à tardinha para noite nem conferir a gastronomia local. Uma pena e motivo para voltar!

Quando voltar posto aqui mais sobre essa cidadezinha linda!

Vou tentar dormir na cidade, você acha hospedagem no Booking.com ou no Airbnb.

Gosta de andar pelo interior? Me conta aqui um lugar bacana para visitar.

Até o próximo post!

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